terça-feira, 18 de novembro de 2008

Caminhar em Ribafria... Hei-de voltar qualquer dia!

Caminhámos em Ribafria no sábado passado.


Já estava prometido desde Setembro. O Sr. Presidente da Junta tinha prometido que no final haveria magusto com castanhinhas assadas. E cumpriu!!


E como todos os passeios que têm sido organizados pela CMAlenquer, foi um sucesso!


E este sucesso não se deve somente às paisagens lindíssimas por onde passamos...


...plenas de cor.



Verdes, ocres e vermelhos, próprios da estação...




...ou à proximidade com Montejunto, que nos observa lá do alto dos seus 666mt...



...ou aos bosques de Quercus Lusitanus (passo a expressão) que por lá existem...


Deve-se o sucesso destas caminhadas principalmente à simpatia das gentes deste concelho, e neste caso da freguesia de Ribafria, que nos acolhem com uma simpatia genuína, de quem tem orgulho na sua terra e gosta de a dar a conhecer a outros!



Deve-se também ao nosso guia, que a cada passo nos vai explicando algo sobre esta terra que também é sua, e nos desperta para certos pormenores pelos quais passaríamos sem os notar.



Daí o título deste post... Caminhar em Ribafria, hei-de voltar qualquer dia!


Que também poderia ser: Em Alenquer, caminharei num dia qualquer!!

P.S. - Algumas das fotos (as mais bonitas!) são de JJR. Obrigado!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Caminhadas Caoticamente Soberbas!!!

Foi neste fds que caminhei a primeira vez em perfeito CAOS!


Devo confessar que estava um pouco apreensiva, visto nunca ter caminhado em ambiente caótico, mas devo dizer que isso passou-me logo que chegámos a Dornelas do Zêzere e conhecemos tão caótico grupo! Encaixámo-nos logo!!


O ambiente foi fabuloso, o ritmo muito bom e o tempo estava uma maravilha para caminhar... frio, mas com céu limpo. E a paisagem era avassaladora.



Montes e vales, de verde e ouro vestidos, como que engalanados para nos receberem!



No sábado, fizemos uma valente caminhada (perto de 19km)



que começou nas Minas da Panasqueira, entre algumas explicações pelo nosso guia C.M..



Sempre junto ao rio, fomos dar a uma zona, bem bonita por sinal, onde pudemos avistar algumas figuras rupestres...



uns cavalinhos sem dono que por nós esperavam, gravados nas rochas à beira-rio, perto do Poço do Caldeirão.



Mais à frente, o rio continuava a serpentear e nós no seu encalço, tendo parado na sua margem para uma pequena merenda.



Depois do almoço, tockandar, que se faz tarde e ainda há muito que subir... Foram 3km de subida contínua, uma subida boa, daquelas que quando feita em boa companhia, ainda nos motiva mais a chegar ao topo. E ao topo chegámos! E a vista daí era formidável.


Uma vez recuperado o fôlego, foi tempo de descer, novamente em direcção ao rio...







e a Dornelas,



onde nos esperava um fausto repasto, de couves com feijão e mais qualquer coisa (não percebi muito bem o porquê da massa, mas tudo bem... passou despercebida.)


Em alegre convívio e camaradagem jantámos, dormimos e acordámos, para mais uma caminhada.


Desta vez foi em Orvalho, com a assistência do Sô Presidente da Junta, que na sua pick-up foi apanhando pelo caminho os que estavam mais cansados (talvez das castanhas e geropiga da véspera!!)



Tivemos ainda duas moças da terra, que nos guiaram por bons e lindos caminhos. Locais fantásticos, lagoas e cascatas, por onde fluia um ribeiro e cujo curso fomos acompanhando, sempre rodeados de uma imensidão esmeralda...


E para ajudar tivemos também as explicações de 2 geólogos, que nos foram informando de como tudo aquilo se formou.


Mais à frente, subimos ao miradouro do Mosqueiro, mas de carro, porque a subida, por enquanto, ainda é feita pela estrada de alcatrão (mas já se está a preparar um trilho para inaugurar no próximo ano)


A vista era fabulosa! Serra da Estrela a um lado, Serra da Lousã para outro... Tudo arranjado, arborizado, jardinado... Daqueles locais que Orvalho se pode e deve orgulhar de ter criado, de forma a contemplar a beleza que a rodeia.


Descemos, almoçámos, convivemos e regressámos...


Mas com vontade de lá voltar e almejando reencontrar este grupo caótico que nos fez sentir como que da casa, apesar de ser a primeira vez que nos encontrávamos.


Um bem-haja e até uma próxima!


E que a organização seja tão caoticamente soberba como desta vez!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Rota das Lapas

No Domingo passado fizemos a Rota das Lapas, o PR3 de Torres Vedras.

A caminhada iniciou-se na Quinta das Lapas, pertinho de Matacães e passa por várias zonas rurais, tendo bastantes subidas e descidas.

Passámos pelo Santuário do Sr. do Calvário, em Matacães e mais à frente pela Igreja (sem relógio...)

Mas achei que o ponto alto (literalmente) foi quando subimos à Torre do Guarda Florestal, onde a vista era mesmo um assombro...












segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Rota dos Conventos, em Palmela

Foi no Sábado que fizemos a Rota dos Conventos, em Palmela.

Um passeio muito bonito que recomendo vivamente. E se conhecerem alguém que perceba de história e simbologia, levem-no, que vai certamente adorar.

A caminhada iniciou-se no Castelo de Palmela;

descendo em direcção à vila, entramos depois em zona de arvoredo

e é aí mais à frente, na Serra dos Gaiteiros, que se inicia a descoberta...

Escondido no meio da vegetação, eis que aparecem lá ao fundo as ruínas de um convento que existiu outrora naquela região.

Era o Convento de Alferrara, fundado por volta de 1578, de acordo com este link http://pwp.netcabo.pt/cdhanani/setubalcultural/religioso/religiosoalferrara.htm

Aproximamo-nos primeiro de um poço,

e com cuidado passamos ao seu redor, para depois entrarmos numa espécie de capela, ou ermida, com tecto em cúpula e alguns frescos ainda visíveis nas paredes e tecto.

Depois, seguindo pelo denso mato, descobrimos mais à frente as ruínas degradadas do Convento.

Li algures que o terramoto de 1755 terá sido responsável pela sua destruição,

mas não foi certamente o terramoto que retirou de lá os azulejos e paineis que o convento teria no seu interior e de onde ainda se têm alguns vestígios...

É uma pena que não seja nem reconstruído, nem nos seja dado a conhecer a sua estória, uma vez que não existe qualquer identificação no local.

Depois de apreciadas as vistas e o local, avançamos em direcção ao outro convento, o Convento de S.Paulo.

Este recebe-nos com uma placa enorme que indica, como podem ver pela foto,

que o local, chamado Quinta de S.Paulo, se encontra em perigo de derrocada...

Aceitando o risco, decidimos entrar e ver o que ali terá em tempos existido...

Foi em tempos o Convento de S.Paulo,

ali criado em 1420 de acordo com este link: http://pwp.netcabo.pt/cdhanani/setubalcultural/religioso/religiosopaulo.htm
E o que encontramos é "arte" para alguns, "mensagens" para outros, mas para mim, é uma maior degradação e uma total ausência de respeito por aquelas paredes e pelo que ali se terá passado em tempos.

E entristece-me ver um claustro completamente sujo de grafiti.

Subo os degraus e é lá em cima, num solário natural, com vista para o Sado, que fazemos a pausa para o almoço... e outros para a sesta!! Que o solinho quente do início de tarde a isso convidava!!

Estava-se bem, mas tínhamos de partir... Ainda vimos uma outra capela, adjacente ao convento, muito semelhante, se bem me lembro, ao Convento dos Capuchos, em Sintra.

Os baixos relevos aqui encontrados usam muito as conchas e búzios...

De acordo com algumas opiniões de colegas caminhantes, terá pertencido à Ordem de Santiago, cuja simbologia estava relacionada com a concha...

Da minha parte, declaro que sou leiga em relação ao assunto, mas do ponto de vista de um leigo, tenho pena que nada houvesse a explicar o que foi cada um daqueles conventos, que são hoje nada mais que ruínas...

Retornámos a Palmela, por calçadas feitas noutros tempos, onde aparecem resíduos fósseis de conchas pelo caminho, caminho que passa ao lado de levadas, umas em pedra outras em ferro

(ou tubos ferrugentos, como disse alguém...) até chegarmos a uma espécie de varanda natural,

com uma vista absolutamente fabulosa de Setúbal e Tróia...

E depois foi o regresso com o Castelo de Palmela no horizonte.

Foi um bom passeio... 18km, quando se esperavam 10... (ai que o guia não sabe somar!!!)

Mas mesmo com uns km a mais, valeu bem a pena conhecer este património, enquanto ele não cai de vez!