quinta-feira, 28 de maio de 2009

De volta da Ilha Esmeralda – Dia 2

Depois do típico irish breakfast, arrancámos pelas estradas recomendadas pelo Robert, passando o monte Nephin,

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e atravessando o bosque de Letterkeen, por estradas

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ladeadas de rododendros em flor,

direitos a uma região de vários lagos.

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Uma estradinha fabulosa, que merece bem a pena o passeio.

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O tempo estava meio farrusco de manhã, e não conseguíamos ver o Croagh Patrick,

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Pelo que decidimos ir até Achill Island, parando em Newport para colectar alguns mapas de percursos na região.

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Chegámos à ponte para Achill Island, mas o tempo estava muito encoberto e não dava para o que pretendíamos (ver toda a ilha a partir do cimo do monte Barr an Mhionnáin ou Minaun). Assim, atravessámos a ponte em Achill Sound e voltámos para trás.

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Retemperámos forças, com um pic-nic junto à Torre do Castelo de Rockfleet, que no séc. XVI pertenceu a Grace O’Malley, também conhecida como rainha dos piratas.

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No “continente” o tempo estava um pouco melhor, pelo que nos dirigimos ao Croagh Patrick, mais para lhe tirar as medidas, do que propriamente para o subir…

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Só que entretanto o nevoeiro subiu e o monte onde S.Patrício pregou durante 40 dias, mostrou-se imponente…

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E nós não resistimos… Tivemos que o subir!!

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E valeu bem a pena!! Mas não foi pera doce, devo dizer!!

Aquilo é cascalheira do início até ao fim!! (E há peregrinos que o fazem descalços – tiro-lhes o chapéu!!)

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Subir, sempre a subir… Um total de perto de 8km.

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Quando chegamos aos últimos 500mt, que ficam depois de uma curva, deparamos com uma autentica parede de cascalho!!! “Ai, ai!! Então eu vou ter de subir aquilo?!” Tockandar!!

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Os que descem, encorajam-nos: “Já só faltam 20min!”, “Quando virem uma cerca, estão mesmo pertinho!”

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Foi uma festa quando avistámos a tal cerca!!

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E quando finalmente lá chegámos acima, aos 762mt de altitude, foi um sucesso!!

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Só foi realmente pena, que as nuvens ainda estivessem um pouco baixas e os últimos 100mt não nos dessem possibilidade de apreciar a paisagem em redor…

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Por isso, ficou a vontade de voltar, “just for the craic of it”, como dizem os locais!!

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Depois de 5 min de descanso e das fotos tiradas, foi altura de descer.

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Para quem tem vertigens, pode ser assustadora aquela primeira descida… É só cascalheira a escorregar por todo o lado, os chamados “rolling stones” e não, não estou a falar dos tipos que deitavam a língua de fora!!

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Mas com as nossas botinhas de montanha, aquilo foi um mimo, sempre a “escorregar” por ali abaixo!!

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Conseguimos fazer a ida e volta em cerca de 2h30; menos 1h ao que normalmente se faz!! Foram quase 2h a subir e o resto do tempo para descer!! Hehehe!!

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Como recompensa, logo a seguir, comemos um geladinho e depois retornámos à Orchard Lodge,

para mais um belo jantar, neste dia com os nossos anfitriões, que nos acompanharam num prato típico irlandês “Bacon & Cabbages”, versão Trudy Bocaccio!! Bom, mas bom!!

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Depois, mais de dois dedos de conversa, até o cansaço finalmente nos mandar dormir!!

De volta da Ilha Esmeralda – Dia 1

Regressámos uma vez mais da Ilha Esmeralda, já a fazer planos para retornar em breve…

É impressionante o quão aquela ilha nos continua a encantar!! Acho que os Lepprechauns andaram a fazer das deles!! Hehehe!!

Desta feita, andámos na zona noroeste da Irlanda. County Mayo, para ser mais precisos.

Uma região cheia de lagos, alguns montes e zonas pantanosas. O tempo? Ora, o tempo está sempre bom na Irlanda… Ora chove, ora faz sol!! Mas no último dia apanhámos um solinho e um calorzinho, mesmo bons… Mas lá estou eu a começar pelo fim!!

1º Dia

Foi arrancar de Lisboa, apanhar o avião, ver a Irlanda do céu…

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Chegar a Dublin e arrancar de carro para o County Mayo, mais precisamente para a Orchard Lodge, em Knockmore,

Ver Álbum Completo

onde fomos novamente muito bem recebidos, pela Trudy, Robert e a Suky (a cadelinha Staffordshire Bull Terrier preta que eles têm).

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Depois de uma bela banhoca e um fabuloso jantar, um guisado de “Beef & Guiness” foi altura de por a conversa em dia, ouvir as sugestões para passeios do Robert e depois… Tockadormir, que amanhã é dia de subir ao Croagh Patrick.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Às voltas em Pedrógão Pequeno

Aproveitámos o fds para dar uns passeios pela zona de Pedrógão Pequeno, à descoberta da ponte filipina ,

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Caminhando junto a levadas e por baixo de túneis,

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Com a Primavera a mostrar o seu esplendor nas flores que sobressaíam na paisagem,

Sempre com o Zêzere a dar-nos o som ambiente,

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Murmurando cantigas antigas no resfolegar das águas…

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Pelo caminho ainda tive tempo para apanhar alguns bichinhos…

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Borboletas,

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Joaninhas,

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Até vespas…

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E tantas, tantas flores…

Saídos de Pedrógão Pequeno, seguimos viagem até outra Aldeia de Xisto, a de Casal de S.Simão.

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Aí, percorremos um pouco do trilho que nos leva,

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Através de levadas,

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Entre bosques de verde pintados,

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E espelhos de água magníficos,

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Passando pela ribeira,

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Até às Fragas de S.Simão, uns penedos imponentes que formam uma piscina natural…

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Que bem que aqui se deve estar de Verão!!

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Passando nas várias pontes de madeira espalhadas sobre a ribeira, vamos despedindo-nos desta fabulosa paisagem, com pena de não poder ficar mais tempo…

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Passeando pelo Serro Ventoso… sem vento

Pois foi… Passeámos pelo Serro Ventoso, mas sem grande vento… Um pouco de chuva, sim… Umas pinguitas… Nada de especial!! Só para lavar as flores…

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Isto porque tivemos uma sorte descarada!! Só começou mesmo a fazer vento e trovoada e a chover a sério depois de terminarmos a caminhada.

Caso fosse outro grupo, daqueles que pausam 1h para comer e descansar, bem tramados estávamos, que apanhávamos uma valente molha. Mas com esta malta, é sempre na esgalha, e acabámos a caminhada sequinhos!!!

Tão sequinhos, que tivemos de ir à tasquinha brindar a um belo passeio e ao guia galego e aos amigos, pois tá claro…

Quando saímos, o chão estava todo molhado… E a viagem de regresso foi feita com trovões e relâmpagos e chuvinha com fartura!!

Bem… Comecei pelo fim, agora tenho de voltar ao início.

Começámos a caminhada em Serro Ventoso, ali para os lados de Porto de Mós, Serra d’Aire e Candeeiros…

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Logo no início da caminhada passámos pelo

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um belo abrigo, com mesas e bancos corridos, fogareiro para quem queira, sombrinha e até bebidas…

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Se não havia malgas de verde tinto fruskinho, havia garrafinhas de whisky que os caminheiros lá deixam.

Tudo arranjadinho e em verso,

deixámos o nosso registo no Livro de Visitas e continuámos a viagem… Tockandar!!

Mais à frente encontrámos este amiguinho!! Mas descansem que ele não roncava mexicano!!

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Com esta expressão, só podia ser Tuga!!!

Passando por paisagens revestidas de rosmaninho, parámos ainda noutro cantinho fabuloso para merendar… A fome era tanta, que nem fotos tirei… Mas trata-se de um parque de merendas, muito bem esgalhado!!

Mais à frente, avistamos o ponto alto da serra. O Vale Grande!

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Parece estranho este nome, chamar Vale a um cume, mas é a vista, para onde todos olham, que lhe dá a “graça”!!

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Mais à frente, passamos a Pouchena.

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E tiramos a foto de grupo!

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Uns passos à frente e eis que uma companheira tropeça e catrapumba no meio do chão!!

“Ah e tal… Tás bem?”

“Tou, pois… Acho é que tenho o dedo partido!!!”

Partido não estava, mas o dedinho pequenino estava um pouquinho deslocado… Mas antes que alguém se afligisse, já se tinha colocado o dedo no sítio, preparado uma tala com uns pauzinhos, umas gazes e um bocado de fita adesiva e a nossa companheira lá avançou, de mão ao peito e a outra no bastão. Mulher rija e de fibra!!! É disto que esta malta é feita!!!

Continuamos este belo passeio, por entre flores roxas e brancas,

papoilas,

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e outras…

Uma caminhada verdadeiramente primaveril… Plena de aromas e pólenes…

Sim, quase que se ouvia aquela música, disco sound:

“Polen’s in the air… Everywhere I look around…” Hehehe!!

O nosso fotógrafo de serviço lá andava disfarçado, de máscara e óculos escuros, a apontar a câmara ao pessoal, na sua postura já característica!!

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Avançando pelos rosmaninhais a fora,

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Passámos por estes túneis,

Onde noutros tempos circulavam sobre carris os carrinhos que levavam pedras destes locais.

Vendo a luz lá do outro lado,

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Chegamos a mais uma zona de rosmaninho e alecrim…

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Não, ainda não era o paraíso, mas tinha aromas disso!!

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Se bem que à frente, se o vento mudasse, seria um problema…

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Não espirravam, mas tinham uma ligeira irritaçãozinha na voz!!

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Roncavam um bocado, mas creio que também era dos pólenes!! Afinal, ninguém lhes tinha dado uma máscara…

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Só favas, com rama, que havia lá perto e que eles adoraram!!

E passando por porquinhos tugas, rosmaninho, alecrim, muitas flores e bons aromas, estes amigos lá se esquivaram à chuva, trovoada e mau tempo em mais uma caminhada por bons trilhos…

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