segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Caminhadas Caoticamente Soberbas!!!

Foi neste fds que caminhei a primeira vez em perfeito CAOS!


Devo confessar que estava um pouco apreensiva, visto nunca ter caminhado em ambiente caótico, mas devo dizer que isso passou-me logo que chegámos a Dornelas do Zêzere e conhecemos tão caótico grupo! Encaixámo-nos logo!!


O ambiente foi fabuloso, o ritmo muito bom e o tempo estava uma maravilha para caminhar... frio, mas com céu limpo. E a paisagem era avassaladora.



Montes e vales, de verde e ouro vestidos, como que engalanados para nos receberem!



No sábado, fizemos uma valente caminhada (perto de 19km)



que começou nas Minas da Panasqueira, entre algumas explicações pelo nosso guia C.M..



Sempre junto ao rio, fomos dar a uma zona, bem bonita por sinal, onde pudemos avistar algumas figuras rupestres...



uns cavalinhos sem dono que por nós esperavam, gravados nas rochas à beira-rio, perto do Poço do Caldeirão.



Mais à frente, o rio continuava a serpentear e nós no seu encalço, tendo parado na sua margem para uma pequena merenda.



Depois do almoço, tockandar, que se faz tarde e ainda há muito que subir... Foram 3km de subida contínua, uma subida boa, daquelas que quando feita em boa companhia, ainda nos motiva mais a chegar ao topo. E ao topo chegámos! E a vista daí era formidável.


Uma vez recuperado o fôlego, foi tempo de descer, novamente em direcção ao rio...







e a Dornelas,



onde nos esperava um fausto repasto, de couves com feijão e mais qualquer coisa (não percebi muito bem o porquê da massa, mas tudo bem... passou despercebida.)


Em alegre convívio e camaradagem jantámos, dormimos e acordámos, para mais uma caminhada.


Desta vez foi em Orvalho, com a assistência do Sô Presidente da Junta, que na sua pick-up foi apanhando pelo caminho os que estavam mais cansados (talvez das castanhas e geropiga da véspera!!)



Tivemos ainda duas moças da terra, que nos guiaram por bons e lindos caminhos. Locais fantásticos, lagoas e cascatas, por onde fluia um ribeiro e cujo curso fomos acompanhando, sempre rodeados de uma imensidão esmeralda...


E para ajudar tivemos também as explicações de 2 geólogos, que nos foram informando de como tudo aquilo se formou.


Mais à frente, subimos ao miradouro do Mosqueiro, mas de carro, porque a subida, por enquanto, ainda é feita pela estrada de alcatrão (mas já se está a preparar um trilho para inaugurar no próximo ano)


A vista era fabulosa! Serra da Estrela a um lado, Serra da Lousã para outro... Tudo arranjado, arborizado, jardinado... Daqueles locais que Orvalho se pode e deve orgulhar de ter criado, de forma a contemplar a beleza que a rodeia.


Descemos, almoçámos, convivemos e regressámos...


Mas com vontade de lá voltar e almejando reencontrar este grupo caótico que nos fez sentir como que da casa, apesar de ser a primeira vez que nos encontrávamos.


Um bem-haja e até uma próxima!


E que a organização seja tão caoticamente soberba como desta vez!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Rota das Lapas

No Domingo passado fizemos a Rota das Lapas, o PR3 de Torres Vedras.

A caminhada iniciou-se na Quinta das Lapas, pertinho de Matacães e passa por várias zonas rurais, tendo bastantes subidas e descidas.

Passámos pelo Santuário do Sr. do Calvário, em Matacães e mais à frente pela Igreja (sem relógio...)

Mas achei que o ponto alto (literalmente) foi quando subimos à Torre do Guarda Florestal, onde a vista era mesmo um assombro...












segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Rota dos Conventos, em Palmela

Foi no Sábado que fizemos a Rota dos Conventos, em Palmela.

Um passeio muito bonito que recomendo vivamente. E se conhecerem alguém que perceba de história e simbologia, levem-no, que vai certamente adorar.

A caminhada iniciou-se no Castelo de Palmela;

descendo em direcção à vila, entramos depois em zona de arvoredo

e é aí mais à frente, na Serra dos Gaiteiros, que se inicia a descoberta...

Escondido no meio da vegetação, eis que aparecem lá ao fundo as ruínas de um convento que existiu outrora naquela região.

Era o Convento de Alferrara, fundado por volta de 1578, de acordo com este link http://pwp.netcabo.pt/cdhanani/setubalcultural/religioso/religiosoalferrara.htm

Aproximamo-nos primeiro de um poço,

e com cuidado passamos ao seu redor, para depois entrarmos numa espécie de capela, ou ermida, com tecto em cúpula e alguns frescos ainda visíveis nas paredes e tecto.

Depois, seguindo pelo denso mato, descobrimos mais à frente as ruínas degradadas do Convento.

Li algures que o terramoto de 1755 terá sido responsável pela sua destruição,

mas não foi certamente o terramoto que retirou de lá os azulejos e paineis que o convento teria no seu interior e de onde ainda se têm alguns vestígios...

É uma pena que não seja nem reconstruído, nem nos seja dado a conhecer a sua estória, uma vez que não existe qualquer identificação no local.

Depois de apreciadas as vistas e o local, avançamos em direcção ao outro convento, o Convento de S.Paulo.

Este recebe-nos com uma placa enorme que indica, como podem ver pela foto,

que o local, chamado Quinta de S.Paulo, se encontra em perigo de derrocada...

Aceitando o risco, decidimos entrar e ver o que ali terá em tempos existido...

Foi em tempos o Convento de S.Paulo,

ali criado em 1420 de acordo com este link: http://pwp.netcabo.pt/cdhanani/setubalcultural/religioso/religiosopaulo.htm
E o que encontramos é "arte" para alguns, "mensagens" para outros, mas para mim, é uma maior degradação e uma total ausência de respeito por aquelas paredes e pelo que ali se terá passado em tempos.

E entristece-me ver um claustro completamente sujo de grafiti.

Subo os degraus e é lá em cima, num solário natural, com vista para o Sado, que fazemos a pausa para o almoço... e outros para a sesta!! Que o solinho quente do início de tarde a isso convidava!!

Estava-se bem, mas tínhamos de partir... Ainda vimos uma outra capela, adjacente ao convento, muito semelhante, se bem me lembro, ao Convento dos Capuchos, em Sintra.

Os baixos relevos aqui encontrados usam muito as conchas e búzios...

De acordo com algumas opiniões de colegas caminhantes, terá pertencido à Ordem de Santiago, cuja simbologia estava relacionada com a concha...

Da minha parte, declaro que sou leiga em relação ao assunto, mas do ponto de vista de um leigo, tenho pena que nada houvesse a explicar o que foi cada um daqueles conventos, que são hoje nada mais que ruínas...

Retornámos a Palmela, por calçadas feitas noutros tempos, onde aparecem resíduos fósseis de conchas pelo caminho, caminho que passa ao lado de levadas, umas em pedra outras em ferro

(ou tubos ferrugentos, como disse alguém...) até chegarmos a uma espécie de varanda natural,

com uma vista absolutamente fabulosa de Setúbal e Tróia...

E depois foi o regresso com o Castelo de Palmela no horizonte.

Foi um bom passeio... 18km, quando se esperavam 10... (ai que o guia não sabe somar!!!)

Mas mesmo com uns km a mais, valeu bem a pena conhecer este património, enquanto ele não cai de vez!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Domingo no Cabo Espichel

Foi no Domingo uma fabulosa caminhada pelas arribas do Cabo Espichel.


Fizemos 15km do Espichel até bem pertinho do Campimeco e voltar.Um dia absolutamente fabuloso para estas lides.

O mar sempre por perto,

Vimos as pegadas que os dinossauros lá deixaram...

O trilho era dos bons, ora por estradão,

ora por caminho de cabras, com muitas ascensões e descidas.

Impróprio para quem sofre de vertigens.
As vistas, essas eram fantásticas.

Não fosse estar um pouco nublado e avistávamos Lisboa...

mas a Serra de Sintra deixava-se ver, altiva, lá ao fundo.

Mais um dia bem passado...

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Sábado em Alenquer e Montejunto

Sábado foi dia de visitar Alenquer, a vila presépio.


Foi mais uma boa caminhada, com gente boa e simpática, e com um verdadeiro guia, o Paulo Marques, que nos abre os olhos para os pormenores da sua terra...


...Para este ou aquele arbusto que ele nomeia com sabedoria, ou para esta ou aquela pegada de texugo, ou raposa...


Desta vez, já não estamos em tempo de colheitas...


...Os figos já não há e os bons marmelos já se foram...


...Mas andámos por bosques de carvalhos, que a pouco e pouco começam a tomar conta daqueles campos que já foram em tempo seus...


...É uma paisagem em mutação, devido ao abandono do cultivo naquelas zonas...
...A Natureza a retomar o que é seu.


Visitámos ainda o interior de um moinho e conversámos com o seu antigo moleiro, que nos explicou e mostrou como fazia para rodar o moinho para este apanhar melhor o vento, como é que colocava a mó lá em cima, para depois moer o trigo em farinha...


Serviu para abrir o apetite...


...O apetite de voltar a subir Montejunto, claro está!


Se de manhã a serra se encontrava ensonada, envolta atrás das nuvens, tal como nós nos envolvemos nos edredons fofinhos, à tarde ela revelou-se no seu esplendor.


A tarde estava óptima e foi bem aproveitada para experimentar o GPS.


Tinha na véspera marcado um trilho em Montejunto recorrendo ao Google Earth, que depois passei pra o GPS. E não é que o trilho bateu certinho com o percurso que fizémos?


Maravilha!! Valeu bem a pena o dinheiro!!


Saímos do Centro de Interpretação e fomos direito ao bosque de castanheiros... ainda apanhámos umas castanhas, mas ainda não havia muitas...


...Depois descemos à volta da serra, apanhámos o trilho, passámos o Abrigo Florestal e subimos o caminho de N.Senhora até avistarmos os radares bem pertinho...


...Depois de repousarmos um pouco e vestirmos uns corta-vento (que o ar da serra é bom, mas fresco!) lá continuámos a subir...


...Entrámos na Ermida de S.João, lá no cimo, a 666m, apreciámos a vista e começámos a descer... pela calçada romana que nos levou de volta ao Centro de Interpretação.


Foi um dia bem passeado!!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

A Procissão dos Fortes...

Devo dizer que estive indecisa entre este título ou este: "Marcha dos Fortes, ao ritmo dos fracos...", mas depois podia ferir algumas susceptibilidades e não é isso o que pretendo.

Fomos fazer a Marcha dos Fortes no Sábado passado.

Ah e tal, são 41,5km que passam por vários fortes e redutos das Linhas de Torres, começa em Runa e termina em Bucelas, no ano do Bi-centenário das Invasões Francesas.


O que é que eu pensei? Porreiro, embora lá!

Vi pelo programa que era o dia todo a andar... Começa-se às 07h00 e termina-se às 19h15. Tudo bem... Há almoço e paragens pelo meio e devem com certeza fazer explicações em cada um dos fortes e redutos, aproveitando que é o Bi-centenário das Invasões Francesas, e no final um jantar convívio (comidinha quente depois de 41,5km sabe bem). Isto foi o que eu pensei.

Contudo...

Começámos realmente às 07h00, depois de um pequeno aquecimento. E começámos bem. O ritmo era adequado, a manhã estava boa para caminhar, o amanhecer foi agradável. Contudo ao passarmos pelo primeiro forte, nem truz, nem muz dos guias... Havia uma placa a indicar o nome do forte, e siga!! E eu, ok... tá bem! Se assim é, vamos embora.

Entretanto a cada paragem de abastecimento havia troca de guias e se estes primeiros guias mantinham um ritmo agradável de caminhada, a partir daqui o ritmo caíu para o de procissão. Indo à frente, junto aos guias tive a sensação de ser um cachorro constantemente a ser puxado pela trela, porque o meu ritmo e passo natural era diferente do ritmo lento imposto por eles... E não se pode ultrapassar o guia. Faz parte dos regulamentos!

Bom... já tão a ver a coisa...

Acabámos por optar por ficar mais tempo nas zonas de abastecimento e partir mais tarde, para depois conseguirmos fazer o percurso ao nosso ritmo, sem termos o constante "Não se pode ultrapassar o guia!" ou "Cuidado, que já vai à frente do guia!"

E assim foi até chegarmos finalmente a Bucelas, depois de alguns compassos de espera, porque apesar do ritmo de procissão, estávamos 1 minuto adiantados!!!

Bom, mas lá fomos recebidos com bombos e cabeçudos, muita fanfarra enquanto desfilámos pelas ruas de Bucelas.

Devo dizer que em termos de organização logística e de abastecimentos, desta vez funcionou muito bem! Digo desta vez, porque são os mesmo que organizaram a Caminhada em Montejunto aqui há uns posts atrás...

Contudo, a meu ver houve 3 falhas fulcrais:

  1. O facto de não fazerem qualquer menção histórica em nenhum dos fortes e redutos é, a meu ver, absurdo, tendo em conta o bicentenário das invasões francesas e o enquadramento histórico dos locais por onde fomos passando.

  2. O facto de imporem um ritmo despropositado, só porque sim! Facilmente se combina com as pessoas que têm um ritmo mais acelerado "Olhem quando acabar esta subida, aguardam para reagruparmos!" Simples!

  3. O facto de o jantar quente, com que estávamos a contar ter sido nada mais, nada menos do que comida de cantina. Com isto quero dizer, comida fria!! Depois de 45km (sim, não foram 41,5km, mas 45km, de acordo com vários aparelhos de GPS que por lá andavam!) tudo o que sabia bem era algo quentinho...

Em relação a este último ponto quero referir que o almoço estava extraordinário. Debaixo de uma protecção de lona, em pleno campo, perto do Forte de Alqueidão, com chuva, fomos agraciados com uma massa com carne muito saborosa e quentinha!! Foi feita por 4 senhoras que, de acordo com o que percebi, pertencem a uma organização da Câmara Municipal de Sobral de Monte Agraço. Por isso ainda me faz mais confusão como é que o jantar foi, comparativamente, tão mau... Como é que é possível que numa cantina, onde não chove, onde há fornos e fogões, sermos recebidos com comida fria? Não percebo e acho que nunca vou perceber...

Enfim... pontos fortes desta Marcha:

  • O amanhecer em pleno campo,


  • Algumas das paisagens,


  • A passagem pelos fortes (apesar de ter ficado na mesma sem saber o que por lá se passou concretamente e era mesmo com isso que eu ia a contar...),


  • O entardecer com vista para o tejo e para a Ponte Vasco da Gama, ao chegarmos a Bucelas


  • Os abastecimentos e o almoço, que surpreendeu pela positiva
  • A recepção final, em Bucelas

Marcha dos Fortes. Tá feito. Poderei repeti-la, mas ao meu ritmo e com Guias que expliquem algo sobre os fortes e locais por onde estamos a passar...

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Há quanto tempo...

Eh lá!!

Há já uns tempinhos que cá não vinha...

Bom, para atalhar a coisa, vimos novamente as ruínas romanas como estava previsto. Se a primeira vez há 2 anos serviu para tirar muuuuiiiiiitas fotos, desta vez não tirámos nenhumas.

Fomos o 2º grupo a entrar e o guia era dos bons, por isso deixámo-nos ficar a escutá-lo. `Depois ainda demos uma voltinha ali pela cidade e visitámos uma loja de conservas bem portuguesas onde as caixinhas ainda são embrulhadas num papel colorido, com imagens de outrora, por mãos antigas e sábias que já fazem esse trabalho há muitos anos. Tenho pena de não ter levado a máquina porque era uma boa foto... Mas não se pode ter tudo...

Entretanto, à tarde fizemos uma caminhada em Sintra.

Nesse Domingo foi tempo de mais uma caminhada levezinha por terras de Al-Ruta. Foi mais um passeio de colheita de fruta. Houve até quem trouxesse uma valente sacada de marmelos...

Depois, na semana seguinte, que é como quem diz no sábado passado, foi a vez do Raid ao Concelho de Mafra.

E foi porreiro, pá!!

Não fossem as palmilhas xpto que eu comprei de propósito porque pensei (big mistake) que aliviariam o esforço dos quase 40km palmilhados!!! Pois... As palmilhas tornaram as minhas botinhas, que são normalmente uma maravilha, num aperto e aos 7km comecei com caimbras nas pernocas!!! Finalmente aos 30km arranquei-as das botas e os pezinhos só não bateram palmas a partir daí por razões óbvias...

Mas lá cheguei ao final. Foram, de acordo com o GPS, 38km, a um ritmo de 5,8km/h e com 1h de paragens. Nada mau para alguém estreante nestas distâncias!!

Quando vi o Parque Ministro dos Santos, que marcava o final da actividade, acho que dei 3 vivas... segundo me disseram, que eu nem dei por nada, de tão extasiada que estava por ter chegado ao final!!!

Mas foi giro, apesar de o pão com chouriço ter sido substituído por uma espécie de merenda mista (intragável, pois só sabia e cheirava a queijo... Arrghhh!!) e apesar do percurso ter algumas zonas menos bonitas... mas contrabalançavam com outras de densos bosques, com carreiros estreitinhos por onde passar, toda a zona da Tapada de Mafra, as baixas juntos ao rio... Enfim, no geral valeu a pena!!

E o melhor ainda foi o tempo! Que esteve excelente para caminhar. Um solinho maravilha e uma temperatura amena convidavam mesmo a este tipo de actividade. "Toca a passear!" parecia o sol dizer!

E nós assim fizemos!